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1964: memórias do Golpe

Se você…

acredita que o Estado pode ser violento contra os seus cidadãos; crê em heróis que empunham armas e desrespeitam as mulheres; defende que a tortura contra os inimigos é algo normal e moral; tem medo do comunismo e confunde-o com terrorismo; acha que o problema do Brasil são as esquerdas; não entende bem o que é a democracia; acha bacana uma self com alguém da milícia ou justiceiro; acredita que repressão é sinônimo de política pública; desconhece o Brasil Profundo e não conhece os problemas fundiários; ignora a diferença entre uma ditadura e uma democracia; acusa os defensores dos direitos humanos como pessoas desocupadas; desconsidera apoiar os pobres, negros, indígenas, LGBTs e minorias em geral; prefere não lembrar dos abusos das elites que instrumentalizaram o Estado a seu favor; acredita que o modelo da ditadura é a solução para a desigualdade; confunde o sistema de cotas e inclusão social com privilégios; Leia, informe-se, avalie e pense: Esta mostra é para você!

Depoimentos

Depoimento de Dulce Chaves “Servi de cobaia para uma aula de tortura”. Depoimento à Comissão Nacional da Verdade de Dulce Chaves Pandolfi.

Depoimento de Frei Tito. Este é o depoimento de um preso político, frei Tito de Alencar Lima, 24 anos. Dominicano. Este depoimento escrito em fevereiro de 1970, (redigido por ele mesmo na prisão), saiu clandestinamente da prisão e foi publicado, entre outros, pelas revistas Look e Europeo.

O Batismo de Sangue (Frei Beto). Livro completo O Batismo de Sangue: Os dominicanos e a morte de Carlos Marighella

Cronologia do Golpe

Memórias de 1964 (Arnaldo Mayr) Cronologia do Golpe, atores sociais, contexto, evolução, instrumentos, governo, e o exercício do poder mediante a repressão violenta.

Atos Institucionais (AIs). Um resumo das principais normas elaboradas no período de 1964 a 1969, durante o regime militar. Foram editadas pelos Comandantes-em-Chefe do Exército, da Marinha e da Aeronáutica ou pelo Presidente da República, com o respaldo do Conselho de Segurança Nacional. Serviram para respaldar legalmente as ações ilegais de um governo ilegítimo

Poesias e MPB

Poemas de Frei Tito. Alguns poemas escritos por Frei Tito de Alencar no perío do exílio que passou na França.

Poemas de Pedro Tierra Estes poemas fazem parte do livro Poemas do povo da noite escritos no cárcere nos anos 70.

Cordel - Frei Tito. Literatura de Cordel sobre a trajetória de Frei Tito.

Música Popular Brasileira interpretada. Músicas de protesto do período da ditadura, com breve exposição do contexto e sutilezas da poesia.

A sociedade no olhar de Chico Buarque A música na ditadura militar brasileira - Análise da sociedade pela obra de Chico Buarque de Holanda (Carina Gotardelo Ferro da Costa e Marcos Julio Sergl

Reflexões

Reflexões sobre o poder, a palavra e a memória (Arnaldo Mayr). Apontamentos a partir da releitura de Hannah Arendt, Pedro Tierra, Enrique Dussel e Jeanne Marie Gagnebin, relacioando poder, palavra e memória.

Artigos Fundação Perseu Abrahmo

Almirante Aragão. AlmirAnte ArAgão: Do golpe De 1964 Ao exílio no Uruguai (Anderson da Silva Almeida)

Memórias Femininas. Resistência da memória e memórias femininas do Golpe (1º de Abril, no Recife, 1964) (Andréa Bandeira)

Castelo contra a Revolta. Governo Castelo Branco, contragolpe e frente ampla nas memórias de militares e civis (Brasil: 1964-68) (Célia Costa Cardoso)

Tortura e Mortes na Bahia. Ditadura: cerco, prisões, torturas e mortes na Bahia (Emiliano José).

A vida passada a limpo (Hamilton Pereira). Pedro Tierra é o codinome de Hamilton Pereira

Vigilância sobre o PT. A vigilância sobre o pt na ditadura: relatórios do DEOPS-SP (Luana Soncini, Rodrigo Cesar, Vanessa Xavier Nadotti (org.))

Desarquuivando a ditadura. Desarquivando a Ditadura é uma obra dividida em dois volumes, organizados por Cecília MacDowell Santos, Edson Teles e Janaína de Almeida Teles, publicados em 2009 no contexto do aniversário de 30 anos da Anistia. O material aqui é um voo panorâmico sobre as duas obras.

Cidadão Boilesen - (Documentário) Brasil, 2009, 92 minutos. Resenha sobre o documentário e sua importância ao desnudar a participação do empresariado nos governos militares, não só apoiando o golpe de 1964, mas também financiando a repressão, voltada, primordial-mente, à perseguição e tortura de grupos de esquerda e revolucionários que se opunham ao regime.

Luta pela Anistia. A luta pela anistia no regime militar brasileiro: a constituição da sociedade civil e a construção da cidadania (Fabíola Brigante Del Porto)

Sobre a tortura

Exposição Sala Escura da Tortura. Material audio-visual produzido pelo Instituto Frei Tito de Alencar simulando situações de tortura.

Questão de fundo sobre o ato da tortura (Marion Brepohl de Magalhães). "Como uma pessoa pode se valer de um conjunto de saberes, de um método (por mais primitivo que seja), objetivando provocar dor sobre um ser humano, sem sentir remorso e, em alguns casos, considera tratar-se de um dever?".

Manual de tortura do DOPS. Breve reflexão e transcrição na íntegra do documento que norteou as ações dos torturadores durante a ditadura.

Um homem torturado: Tito de Alencar (Jean-Claude Rolland) Um olhar psicanalítico sobre o impacto da tortura na destruição da personalidade.

Outros materiais

Anistia e Impunidade. Mortos e desaparecidos políticos: Reparação ou impunidade? (Janaina Teles)

Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?. Obra de Aluízio Palmar

Mitos da Ditadura. 11 tópicos sobre os "mitos" do período da ditadura, como crescimento econômico, ausência de corrupção e outros mais.

Direito à memória e à verdade Resultados do trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos tem por objetivo “Jogar luz no período de sombras e abrir todas as informações sobre violações de Direitos Humanos ocorridas no último ciclo ditatorial são imperativos urgentes de uma nação que reivindica, com legitimidade, novo status no cenário internacional e nos mecanismos dirigentes da ONU”.

Pau de Arara: a violência militar no Brasil “Pau de Arara: a violência militar no Brasil é o primeiro volume da série História & Memória de Cadernos Perseu. E não se trata de uma escolha casual. Publicada pela primeira vez na França (1971) e, logo em seguida, no México (1972), esta foi – assim podemos considerar – a primeira denúncia sistemática de caráter internacional sobre as graves violações dos direitos humanos perpetradas pela ditadura que se instalara no poder, por meio do golpe de Estado ocorrido em 1964, no Brasil.”.

Links interessantes com amplo material sobre o período da Ditadura de 1964

Documentos Revelados. Um grande espaço de referência histórica, com acervos documentais. Um olhar minucioso sobre documentos, memorandos e ofícios explicitando as chamadas “razões de Estado” que caracterizou o período da ditadura. Inclui grande acervo com fotos, depoimentos e revelações dos que resistiram ao período. .

Filmes em 2018. Nesta coluna, recomendamos alguns dos títulos que estrearam na telona no último ano, incluindo uma produção estrangeira, e indicamos alguns filmes anunciados para o ano que vem. Como é hábito no Brasil, alguns desses filmes tiveram passagem meteórica pelas salas de cinema, enquanto outros nem sequer entraram em circuito nacional. Todos deixaram sua digital em festivais necessários como o Festival de Brasília, o Festival do Rio e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Fundação Perseu Abrahmo. A presente exposição têm como objetivo rememorar o processo de luta e engajamento político que envolveu a Campanha pela Anistia. Contêm documentos como fotografias, cartazes e panfletos que retratam o período. Entre elas, destacam-se imagens de manifestações e atos públicos organizados pelos comitês e pelo movimento estudantil, durante sua rearticulação e após sua proscrição.

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.:Última Atualização: Abril 2019 :.
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