Autorais
Dissertação de Mestrado
Escrever-se para superar a morte (completa) .
Resumo: Aprofundar o estudo acerca da representação autobiográfica como estratégia de constituição
de um eu que se faz mediante a escrita. Este trabalho explicita a escrita de si empreendida por Sartre
em As palavras, ao mesmo tempo em que busca explorar outros elementos constituintes dos processos de
escritos memorialistas e autobiográficos. Os inúmeros processos mentais a partir dos quais os
acontecimentos são reelaborados, reorganizados, resignificados e, a prevalência do acontecimento sobre o
vivido como resultado da manipulação do sujeito que escreve sobre si. Os territórios nos quais se
relacionam memória e ficção, a escrita como reinvenção de si mesmo, a liberdade de encenar-se num tempo
de posterioridade e a recriação dos fatos como acontecimentos que podem ser lembrados.
Palavras-chave: escrita de si, autobiografia e memorialismo, ficção, Jean-Paul Sartre.
Escrever-se para superar a morte (resumo) . Apresentação oral que precedeu a defesa. Pode ser entendida como um resumo estendido.
Artigo sobre Memória / Escrita de si
1984: resistir mediante a escrita .
Resumo: O tema de nosso trabalho diz respeito às formas de constituição da memória tendo como
base a obra de George Orwell, 1984. A fonte escolhida é relevante na medida em que podemos localizar um
fio condutor que perpassa todo o filme: validar as representações que temos na memória acerca do mundo e
de nós mesmos. O diário escrito pelo protagonista trava um embate silencioso contra o imaginário
professado e exigido pelo Estado, expressando uma tensão que busca sempre afirmar e construir a verdade
mediante processos bastante antagônicos. Escrever torna-se então uma forma audaciosa de resistência.
Palavras chave: Memória, Imaginário, Resistência.
Artigo sobre a ética de Enrique Dussel
A ética proposta por Enrique Dussel: a abertura ao outro distinto .
Resumo:Apresentação dos principais elementos que compõem o sistema ético proposto pelo filósofo
argentino Enrique Dussel, um dos pilares do arcabouço teórico sobre o qual se erigiu a teologia da
libertação latino-americana. O conceito de alteridade tomando o outro como distinto, a totalidade
fechada do outro em “si mesmo” e a nova ética proposta por Dussel. Restrições de Jean-Paul Sartre ao
modelo da alteridade totalmente aberta ao outro proposta por Dussel.
Palavras-chave: Ética, Alteridade, Ontologia Fechada, Ética da Libertação. Enrique Dussel.
Guia de Estudos para EaD
Os materiais abaixo são Guias de Estudo voltados para a Educação a Distância. São de 2005/2006. Parte dos links no texto não estão mais disponíveis, porque foram removidos ou os sites/endereços foram alterados. O texto em si continua ok, com algumas adequações ao novo acordo ortográfico. Alguma coisa pode ter passado pelo corretor ortográfico sem contudo gerar prejuizo ao sentido. Alguns textos são de terceiros e procurei sempre citar a fonte, embora, os originais possam não estar mais disponíveis também. Dai a importância da inserção deles no corpo do texto. São todos eles de caráter introdutório aos temas, mas oferecem um bom ponto de partida para outros estudos.
Ética da Alteridade e Bioética .
Apresentação sobre a Cultura Hacker
Cultura Hacker. Os princípios da cultura colaborativa, o paradigma da dádiva e a produção de software livre. Breve história do software livre.
Poder, palavra e memória.
Reflexões sobre o poder, a palavra e a memória. Apontamentos a partir da releitura de Hannah Arendt, Pedro Tierra, Enrique Dussel e Jeanne Marie Gagnebin, relacioando poder, palavra e memória.
Slides (PDFs)
Os materiais abaixo foram construídos para oferecer suporte às aulas no ensino médio.
São um hibrido de autoria com fragmentos da internet. Sempre procurei deixar as fontes demarcadas. Eventualmente, como alguns já são antigos, pode ser que tenhamos materiais com o padrão ortográfico anterior e, mais frequentemente, os links apontados nos slides não correspondem mais.;)
Os hominídeos e o inicio do HomoSapiens
Concepções de homenm ao longo da História
O horizonte da pós-modernidade
Introdução à teoria do Conhecimento
Livros de cabeceira
As palavras, Sartre
A gaia ciência, F. Nietzsche
O existencialismo é um humanismo, Sartre
1984, George Orwell
O nome da rosa, Umberto Eco
Poemas do povo da noite, Pedro tierra
Caim, Saramago
Perfil
Nasci em 1964 em Belo Horizonte e hoje moro na cidade de Januária(MG) junto com minha companheira Sandra Regina.
Em São Paulo vivi 10 anos na cidade de Campinas, onde estudei filosofia na PUC-Campinas. Vi o mundo durante um tempo pela ótica marxista, mas percebi que o mundo era mais amplo. Apaixonei-me então pela crítica corrosiva aos valores ocidentais proposta por Nietzsche e, por extensão, descobri o existencialismo de Sartre. Continuo lendo o mundo a partir destes três grandes horizontes. Desde então me entendo como filósofo no sentido mais amplo do termo. Acompanho o movimento do chamado pós-modernismo e percebo que é um grande eco da filosofia defendida por Nietzsche.
Hoje trabalho como professor de filosofia no IFNMG-Campus Januária. Fiz mestrado em letras pela UninCor de Três Corações (MG), discutindo a escrita autobiográfica como recurso ficcional de superação da morte na obra de Sartre As palavras. Se tiver interesse no assunto confira aqui um resumo da minha dissertação ou veja a versão completa
Apesar de tudo, tenho quatro grandes preocupações:
1. o uso da violência como recurso pragmático para solução de problemas corriqueiros;
2. o crescimento das ideologias religiosas alienantes;
3. o autoritarismo, seja do grande império norte-americano ou nas menores organizações sociais; e
4. a fragilidade da vida no planeta.
Mesmo assim, ainda acredito na transformação das pessoas e do mundo. Da mesma forma, os pilares para a construção de um mundo melhor só poderão vir a partir do diálogo; crença incondicional no homem; democratização sem reservas de bens econômicos e culturais; e, sobretudo, maior compromisso com as próximas gerações do que conosco mesmo.
Vejo a educação a distância como forma privilegiada de romper as limitações espaço-temporais. Pode constituir-se em mais um discurso crítico em meio a tantos outros. Mas precisa manter sua autonomia, sua especificidade e sua pertinência em um mundo marcado pela tecnologia. E mais importante: precisa ser acessível a todos, pois não pode prescindir de seu caráter inclusivo. Antes de tudo, a EaD deve ser capaz de EDUCAR no sentido mais amplo do termo. A escola deve ser a primeira a aprender este novo formato. Acredito muito nesta idéia!
Gosto muito do projeto de construção do software livre. A partilha, compromisso e cooperação são as marcas desta postura. As comunidades sào provas disto. Uso o GNU/Linux como solução de interface homem/máquina e cada vez me surpreendo mais com as conquistas que fazemos. Isso é sem dúvida um horizonte promissor que se descortina. Os sabores são inúmeros e as possibilidades variam com a criatividade e necessidade de cada um.
Comecei um projeto de produção de cerveja artesanal em 2024 (Projeto Tata Piwo). Começou de forma despretensiosa, mas depois foi tomando corpo. Hoje tenho investido um bom tempo na tentativa de desvendar o process e buscar produzir com mais excelência. Fiz uma espécie de memorial com minhas experiências. Se quiser, entender um pouco mais o que é fazer cerveja, acesse o projeto: Tata Piwo
Se desejar pode acessar o meu currículo lates. Apesar de ser meio engessado devido ao formato adotado, ainda assim oferece uma visão da minha trajetória acadêmica.
Arnaldo Mayr